Você é moça da calmaria;
eu gosto mesmo é da cidade.
Onde você vê gritaria;
eu sinto felicidade.
E onde eu me suicidaria,
você viveria à vontade.
Enfim, não dá... nunca daria...
e falo com siceridade:
Quem faz agronomia
não combina com publicidade.
[...]
Diz que não podemos nos unir,
mas só levanta irrelevâncias.
Reclama que só sei me exibir...
Mas existem discrepâncias,
pois ela tambem se exibe aqui e ali.
Afinal, não vejo motivo pra tanta cobrança...
Só porque ela gosta de apreciar Salvador Dali
e eu gosto de correr na Salvador França
gustavo.panichi
Segunda-feira, Janeiro 31, 2005
Essa música é muito afudê... quem entende inglês ae vai ver.
Monty Python
Always look on the bright side of life
So some things in life are bad,
they can really make you mad,
and other things just make you swear and curse.
When you're chewing on life's gristle,
don't grumble, give a whistle.
And this will help things turn out for the best.
And...
Always look on the bright side of life,
always look on the bright side of life.
If life seems jolly rotten,
there's something you have forgotten,
and that's to laugh and smile and dance and sing.
When you're feeling in the dumps,
do not be silly chumps.
Just purse your lips and whistle, that's the thing.
And... Always look on the bright side of life.
And... Always look on the bright side of life.
For life is quite absurd
and death is the final word.
You must always face the curtain with a bow.
Forget about your sin, give the audience a grin.
Enjoy it, it's your last chance anyhow.
So, always look on the bright side of death,
just before you draw your terminal breath,
Life is a piece of shit, so when you look at it,
life is a laugh and death; it is a joke.
You'll see it's all a show,
keep 'em laughing as you go.
Just remember the last laugh is on you.
And...
Always look on the bright side of life.
Always look on the bright side of life.
Always look on the bright side of life.
...and you always look on the bright side of life.
...and you always look on the bright side of life.
...and you always look on the bright side of life.
...and you always look on the bright side of death.
...and you always look on the bright side of life.
...and you always look on the bright side of life.
...and you always look on the bright side of life.
...and you always look, you always look,
the bright side of life. 9:06 PMComment
Quinta-feira, Janeiro 27, 2005 Quinze segundos de melodrama
Acordou sozinho. Adormeceu tarde, após muito se revirar na cama, agora grande demais para seu corpo delgado. O lado direito, vazio. O esquerdo, ocupado pelo que restou daquele homem outrora tão feliz. Um farrapo humano, agora. Não quis levantar, ficou deitado com as mãos sobre o peito, olhando para o teto. O cheiro dela no travesseiro lhe penetrava as narinas como um punhal no coração. O rosto inchado dos prantos do dia anterior estava imóvel, cultivando rugas, olheiras e uma expressão vazia de perplexidade. Ficou assim por horas a fio. Não conseguia chorar. Não conseguia levantar. Não conseguia pensar. Estava morto por dentro. Ela era um apêndice vital, onde ele se apoiava, como um braço ou uma perna. E agora ele estava à deriva, boiando num mar de agonia sobre cama vazia com o cheiro de sua ex-mulher. Mas, eventualmente, uma destas gaivotas da vida apareceria, anunciando que nem tudo acabou ali. É sempre assim, a gente sabe, e ele sabia. Mas até lá, precisava trocar os lençóis.
11:26 PMComment
Quarta-feira, Janeiro 26, 2005
Texto que recebi por email e curti:
É fácil perceber porque o Casseta e algumas pessoas de outros estados gostam tanto de fazer piadas sobre os gaúchos:
A miss Brasil é gaúcha.
A melhor modelo do mundo é gaúcha.
O melhor jogador de futebol do mundo é gaúcho.
A melhor atleta olímpica brasileira é uma gaúcha.
O estado com o maior número de títulos nacionais o futebol é o RS.
O melhor padrão de vida do Brasil é no RS.
O Centro-Oeste está virando uma potência agrícola graças aos gaúchos que emigraram.
O presidente mais importante da história do Brasil foi gaúcho.
O prato mais apreciado e popular (em restaurantes) do país é o churrasco.
São gaúchos muitos dos melhores profissionais de comunicação que as grandes redes nacionais - a começar pela (que se considera) toda-poderosa Globo, vêm buscar aqui para qualificar os seus quadros.
Dos 105 anos de república brasileira, gaúchos (Getúlio, João Goulart, Médici e Geisel) governaram o país durante 29 anos (quase 28% do tempo).
Na verdade, é apenas uma compensação pela grande dor-de-cotovelo que aqueles frustrados sentem quando olham para o que eles dizem ser o fim do país, mas que na verdade é o ponto sobre o qual o Brasil se apóia. 2:58 AMComment
Segunda-feira, Janeiro 24, 2005
"Oi Zé, há quanto tempo! Passei aqui na frente da tua casa hoje, mas percebi que tu não estavas. Então resolvi te escrever este bilhete, só pra te dizer que passei por aqui e que tu não estava. Não sabia se pendurava no portão ou se colocava embaixo da porta, o que seria bem difícil, já que ela fica há uns 3 metros do portão e da grade, e eu teria ou que arremessar o bilhete ou pular a grade. Não iria pular a grade, pois algum vizinho pode me ver e chamar a polícia. Decidi dobrar algumas vezes e amarrar numa pedra, para o caso de bater algum vento e este bilhete ir parar em algum outro lugar. Pensando bem, eu não sei quanto tempo tu vai ficar fora, e é bem possível que chova nesse meio tempo, que podem ser minutos ou meses... Talvez seja bom enrolar em um saco plástico, ou colocar dentro de uma garrafa.
Bem, voltando a escrever, eu acabei de vir do supermercado, onde comprei uma pasta para por o bilhete dentro. No caminho de volta, pensei em colocar na caixa de correio, mas não sei se tu olhas o correio aqui na praia. Aliás, será que tu vendeste esta casa e não me avisou? Pode ser, pois não nos falamos há muito tempo. Agora não sei mais se deixo o bilhete aqui... Vai que a casa pertence à outra pessoa. Farei o papel de idiota. Acho que não vou deixar o bilhete aqui e vou te entregar em mãos na próxima vez que eu te encontrar. Mas seu eu pensar bem, eu não sei se vou te ver novamente. A gente não se vê há tanto tempo, quais são as probabilidades de eu te ver de novo? Sinceramente, nem sei por que raios estou escrevendo este bilhete, que povavelmente tu iria ler e jogar fora. Irá servir de alguma coisa? Acho que se tu não teve o mínimo de preocupação em me contatar durante estes anos tu nem merece o trabalho enorme que estou tendo. Não sei por que faço isso. Eu tento forçar as coisas as vezes. Acho que as pessoas não me procuram por isso, eu devo ser um pé-no-saco. Eu devia seguir as normas sociais e não tentar forçar relacionamentos de amizades, que acabam gerando constrangimento para todos. Eu não tenho solução mesmo... acho que vou-me embora, de vez."
Abraços, Carlos.
Primeiro texto do livro "Os mais engraçados bilhetes suicidas do mundo".
Segunda-feira, Janeiro 17, 2005
Relevâncias do dia de hoje, segunda feira dia 17:
1- Morreu o grande sambista Bezerra da Silva... uma perda irreparável, mas infelizmente ele tava bem velho já... foi a hora dele.
2- Comprei minha guitarra finalmente!!!!
10:58 PMComment
Domingo, Janeiro 16, 2005
Notas do fim-de-semana:
1- Sábado fui na Zara e estava em liquidação. Comprei uma camiseta bem legal...
2- Sábado de noite foi a formatura da minha irmã, Biologia na PUC. Parabéns pra ela.
3- Sábado o Grêmio se classificou na Copa São Paulo de Juniores
4- Domingo o Inter foi desclassificado da mesma Copa
5- Domingo avisei meu cunhado que a Zara estava em liquidação e então ele foi lá comprar tb, mas só haviam sobrado as roupas mais metro/homossexuais...
6- Domingo ainda eu e a Carol terminamos...
7- Domingo ainda, eu não estou muito bem...basicamente pelo ponto nº 6...
Sábado, Janeiro 15, 2005
Adoro redescobrir meus cds... Sabe, aqueles cds que a gente compra e escuto horrores, dae aos poucos vai sumindo do som, vai abrindo espaços pra outros cds e de repente a gente esquece? Poisé, acontece muito comigo isso... mas vira e mexe eu redescubro alguns...
CD que redescobri e estou reescutando agora:
12:30 PMComment
Sexta-feira, Janeiro 14, 2005
Alguem ae além de mim tinha medo das propagandas da ADVB quando era pequeno?
Aquela voz sinistra do locutor e aquele texto rolando de forma obscura me deixavam apavorado...
Hiuaheiuaheiuaheiuaheiuae
5:53 PMComment
Terça-feira, Janeiro 11, 2005 Jakslybörid
Em um determinado dia, de um determinado mês, do ano de 2504, um homem estava entediado. Ao discorrer deste texto, vou mostrando minhas impressões de como será o ano 2504. E entediado, decidiu fazer algo diferente, inusitado. Diferente de calçar seus tênis voadores, pegar seu ônibus voador para chegar no seu trabalho de vendedor de cachorros-quentes voador. O cachorro-quente acabou tornando-se patrimônio da humanidade, porém sua receita fora alterada após a extinção de todo o tipo de carne animal comestível, devido a uma peste no ano de 2400 e tantos. Agora ele é feito de carne sintética.
Vamos chamar nosso personagem de Alcir. Os nomes, por volta do ano 2350, foram sendo substituídos, aos poucos, não por números ou códigos de barras como sugerido nas ficções científicas futuristas do século XXI, mas por outros nomes horríveis. Portanto, Alcir será.
Alcir saiu àquele dia, calçou suas Havaianas - porque as Havaianas prosperaram muito após uma bela campanha de marketing agressivo feito após a Guerra de 2125 - e foi andando a pé, pela área terrestre e obscura da cidade de Porto Alegre. No ano de 2504, a maioria dos prédios tem mais de 5km de comprimento, e como grande parte dos veículos de transporte tornou-se voador, as paradas de ônibus ficam em diversas alturas, longe do solo. A parte mais baixa, para onde as coisas caem e se espatifam, virou reduto do submundo. A Lima e Silva, então, nem se fala: virou antro de boêmios nostálgicos, descendentes de antigos cinéfilos e gente que procura variantes da extinta Cerveja Polar, que fechou pelo ano de 2070 numa infame guerra de preços e especulações com a Cerveja Sol - as duas maiores empresas de bebidas alcoólicas da América Latina na época. Vale ressaltar que, após a depressão econômica de 2040, as estratégias de marketing das empresas tornaram-se extremamente agressivas, restando, em 2065, somente dez mega-corporações no mundo, sendo duas delas Brasileiras. Detalhe, os bairros de Porto Alegre foram redefinidos não mais por área plana terrestre, mas por altitude, sendo que toda a parte do solo tornou-se Cidade Baixa - por motivos óbvios.
Voltando ao assunto do qual fugimos, Alcir andava pelas ruas da Cidade Baixa até que viu uma placa, num casebre antigo, feito ainda de poliuretano polido. Na placa dizia "Vidente". Ele entrou, curioso, pois não fazia idéia do que era uma vidente. Entrou e logo uma voz o saudou:
- Olá, Alcir.
- Desculpe, mas meu nome não é Alcir. Meu nome é Jakslybörid.
- Mas no passado alguém escreveu uma crônica estúpida sobre você, e lhe chamou de Alcir.
- Que espécie de nome estranho é Alcir? Mal consigo pronunciá-lo direito...
- Era um nome bem comum, no ano de sua vida passada...
- Vida passada? Como assim? Este conceito religioso caiu há mais de 300 anos...
- Não me importa.
- Hmm... Bem.... O que você faz? Alias, o que é um vidente?
- Eu prevejo o futuro e enxergo o passado das pessoas...
- Puxa. Então me diga quem irá vencer a Copa do Mundo de Paddle? Adoro Paddle... Será que o meu time, o Grêmio Paddle Clube de Porto Alegre, vai ser campeão de novo?
- Não quero falar do futuro, mas sim do passado...
- Mas o meu passado eu sei... E tenho tudo gravado no meu microchip do cérebro...
- Mas eu vejo um passado mais distante, vidas passadas...
- Mas este conceito religioso caiu em...
- Silêncio!
- ...
- ...
- ...
- ...
- Por que você gritou deste jeito, e arregalou os olhos?
- Efeito dramático.
- Em pleno século XXVI?
- Não me importa...
- Bom, estou entediado mesmo... Então, o que você pode me dizer sobre o meu passado?
- Bom, vejo aqui que você viveu sua plenitude carnal no ano de 2004.
- Nossa, faz muito tempo!
- Silêncio!
- ...
- ...
- ...
- Por que isso de novo?
- Não me interrompa, ou farei de novo.
- Não me importo se fizer de novo, mas não me de um tapa sempre que fizer.
- Ok.
- Bem, continue.
- Você viveu aqui mesmo, em Porto Alegre. Era um Publicitário. Bebia a extinta bebida chamada de refrigerante...
- Refrigerante? O que era?
- Uma bebida feita com xarope doce com aroma de frutas e água gaseificada...
- Água? O que era?
- Água era a mais pura das bebidas, feita basicamente de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Nosso planeta era abundante em água, porém ela acabou pelo ano de 2010. Muitos tentaram avisar a população e instituições mundiais, mas ninguém deu ouvidos. Muitos morreram. O Brasil foi o país com maior número de sobreviventes...
- Puxa...
- Silêncio!
E Alcir se esquiva do tapa:
- Pare com isso!
- Ok. Continuando... Você era um publicitário e falava muito a expressão "tchê".
- Tchê? O que significava?
- Não sei, ninguém sabia, nem na época. Mas todos falavam...
- Falavam por quê?
- Não se sabe...
- ...
- ...
- E o que você falou que eu era? Publicitário?
- Isso.
- O que era isso?
- Pelas minhas visões, era alguém que tinha a função de tentar vender produtos supérfluos para todo o mercado consumidor, tentando criar necessidades inexistentes, fazendo com que os mesmos acabassem com suas economias buscando uma felicidade efêmera implícita porém quase nunca alcançada após a compra de produtos que, muitas vezes, eram até prejudiciais à sua vivência.
- Hmm, então é igual ao que eu faço agora!
- O que você faz?
- Eu vendo cachorro-quente.
11:46 PMComment
Domingo, Janeiro 02, 2005
Minhas avós queridas.
10:25 PMComment