Quinta-feira, Abril 27, 2006 :::
Buenas, meu querido povo inexistente leitor desse blog. Se existente, perdoem a saudação inicial.
Fazem quase 2 semanas que não atualizo, mas são 2 semanas de correria no trabalho, e consequentemente, de falta de tempo para o blog.
Mas agora deu pra dar uma respirada, acompanhada da saida do meu primeiro trabalho aqui na Galeria. Digo, primeiro não... mas primeiro mais tátil. E primeiro de uma série de materiais legais que eu criei pra um cliente.
O cliente é o Sashiburi, um sushi house que fica na Dona Laura. Eu não gosto de sushi, mas adoro toda cultura e estética japonesas, por isso abracei o trabalho com bastante gosto. Fiz cardápio, carta de bebidas, jogo americano e anúncio. O primeiro a sair foi o jogo americano, que está logo abaixo. Quis usar aquela estética da pintura japonesa, misturando ideogramas e enfiando um logotipo no meio. Afinal, a publicidade não é arte, ela só se faz valer dela pra vender. Portanto, não é uma obra de arte japonesa, mas uma emulação de uma estética popularizada para ser representada numa peça de restaurante. No final das contas, acho que ficou bem legal. O produto final, físico, com a textura, impressão e corte, ficou show de bola.
Ponto positivo: Eu fui no Sashiburi com minha familia, experimentar os quitutes japoneses oferecidos pelo cliente da agência, e recebemos muuuuitas cortesias, por eu ser da agência.
Ponto negativo: Minha mãe se virou para a garçonete e disse: "Ó, o meu filho que tá fazendo o cardápio de vocês, viu?". Não adianta, mãe é mãe a vida toda.
A proposito, mudei o template. Esse novo foi, sem querer, projetado para ser melhor visualizado em monitores widescreen.
Segunda-feira, Abril 10, 2006 :::
O empate não servia para nenhum dos dois times ali presentes. Era tudo ou nada. A regra era atacar com tudo. Mas também não se podia ceder espaços para o adversário. Cada técnico criou seu esquema de jogo afim de neutralizar o adversário, bem como ter ofensividade suficiente para marcar um gol. Só um, estava mais do que bom. Um a zero, para qualquer um, significava uma classificação nunca antes alcançada por nenhum dos clubes. Era um jogo histórico. Um daqueles dois times podia ir, pela primeira vez para a final do campeonato. Caso não empatassem, é claro.
As duas torcidas estavam em clima de festa, a maior festa que já se viu naquela cidade. Os dois times municipais se enfrentavam todos os anos, mas nunca nessa situação. Era historico, bastante histórico.
Minutos antes da partida iniciar, ambos os times se reuniram em duas rodas distintas, em lados opostos do campo, para orar. Rezaram, gritaram, se motivaram como nunca. Era o jogo das suas vidas. Só um gol, e qualquer um deles podia fazê-lo, pois valia o mesmo ¿um¿ para todos. Podia ser com os pés, com a cabeça, canela, peito, orelha... Até de mão, desde que o juiz não visse. Tudo valia num jogo daqueles.
O jogo seguiu corrido, com muitas oportunidades para os dois times. Os goleiros realizaram defesas surpreendentes, e os atacantes jogadas sensacionais. Mas nenhum gol até então. Terminado o primeiro tempo, os treinadores buscaram melhorar seus setores carentes, mobilizar seus jogadores e criar jogadas secretas. No decorrer do segundo período, o equilibrio entre as equipes era visível. Chegavam a fazer as mesmas jogadas, perfeitamente espelhadas para lados opostos, uma após a outra. Até mesmo dois jogadores adversários se lesionaram da mesma maneira, numa disputa de bola recheada de inabilidade, mas com raça de sobra.
O tempo corria e os jogadores, bem como as torcidas, ficavam cada vez mais aflitos. Ninguém fazia gol. Já haviam várias bolas na trave, e inúmeras defesas indefensáveis, mas nenhum gol. E assim não adiantava para ninguém. Diz-se que em determinado momento os treinadores tentaram subornar-se mutuamente para que o outro entregasse o jogo, mas nenhun cedeu. O relógio estava perto do final, e o juiz já olhava para o relógio, até que Pereira, jogador de um dos times, saiu com a bola dominada, correndo como nunca correu na vida, driblando todos que apareciam pela frente. Passou por um, por dois, por três, por vários, estava chegando perto do gol, ia chutar e... Fim de jogo. O juiz apita o final da partida, deixando todos perplexos. Desolados, indignados. Mas Pereira não parou. Continuou indo em direção ao gol, como se não tivesse escutado o apito final. Ou ouviu e ignorou. Mas é que não podia deixar o jogo sem vencedor. Um dos dois times tinha de se classificar. Não podia terminar assim. E continuou jogando. Chutou a bola em gol, ao som insistente do apito final do juiz, mas o goleiro defendeu. Se ajoelhou no chão, quase chorando seu gol inválido perdido. Mas para sua surpresa, o goleiro deu um chutão para o meio de campo, e a bola foi dominada por um de seus companheiros. Quando percebeu, o jogo havia continuado, mesmo após o final. Todos os jogadores sentiam o mesmo que Pereira. Não se podia terminar esse jogo sem um vencedor. Mesmo que não adiantasse mais nada. O juiz já havia desistido e foi embora. A torcida também. Mas os jogadores seguiram jogando. O tempo foi escurecendo, e eles continuaram jogando. E pelo relato da última pessoa que saiu do estádio, três horas depois, o jogo permanecia zero a zero. Mas eles não iam desisistir. Só iam terminar quando alguém fizesse um gol. E não há notícias desse jogo ter terminado ainda. Também, pudera... Ninguém teve saco de ir conferir se o jogo tinha terminado. E eu duvido muito que tenha alguém que tenha tido saco de conferir o final desta crônica. Eu não os culpo. Quem sabe um dia eu reescrevo ela.
Faz tempo que eu não escrevo...mas pelo menos tem coisa boa pra contar.
Ganhei meu presente de formatura: um notebook envenenado, uma máquina. Eh uma delícia de se trabalhar, muito mais rapido que o meu computador grandalhao e desengonçado.
Outra coisa boa que aconteceu nesse meio tempo foi a conquista do gauchão pelo meu time, na casa do adversário. E eu tava lá. Foi fantástico, uma sensação indiscritível. Parabéns ao time que se superou, e superou todas as dificuldades, e parabens ao meu técnico, que está rumando para se igualar ao cacife de Luis Felipe Escolari na historia do Grêmio.
E o trampo ta bem legal...o pessoal lá eh mto gente boa. Logo que fizer algo mais concreto e tiver tempo, eu coloco aqui.